domingo, 28 de fevereiro de 2010

ALERTA PARA OS PERIGOS DOS ANABOLIZANTES.

Nova pesquisa alerta para os perigos dos anabolizantes. E revela que eles podem levar à morte súbita de seus usuários.

Pesquisa inédita revela que essas substâncias degeneram a saúde do coração, do cérebro e elevam o risco de morte súbita

Pela primeira vez, a medicina conseguiu descrever o impacto provocado pelo uso de esteroides anabolizantes no coração e no cérebro. Em um estudo que teve duração de quatro anos, a cardiologista Janieire Alves, da Unidade de Reabilitação Cardíaca e Fisiologia do Exercício do Instituto do Coração, de São Paulo, avaliou 40 homens com idades entre 18 e 40 anos que assumidamente se automedicavam com doses regulares dessas substâncias havia dois anos. Essas drogas imitam o hormônio masculino testosterona e são usadas com a finalidade de aumentar a massa muscular e reduzir a fadiga.

Os prejuízos ao corpo são impressionantes. “Os usuários apresentam um risco cinco vezes maior de ter acidente vascular cerebral, parada cardíaca ou morte súbita do que a população em geral”, afirma a médica Janieire. As conclusões do trabalho serão publicadas em maio de 2010 pela mais renomada revista científica de medicina do esporte, a “Medicine & Science in Sports & Exercise”, do American College of Sports Medicine. “É um avanço mundial no conhecimento sobre a utilização desses compostos”, afirma Carlos Eduardo Negrão, que participou da pesquisa.

Os voluntários do estudo foram submetidos a testes de sangue e a exames para medir a capacidade pulmonar e cardíaca de oxigenar o corpo a cada quatro meses. Porém, essa exigência reduziu o número final de participantes. Só 12 fizeram todos os testes. Além disso, dois tiveram morte súbita e um ficou com câncer de fígado. Os exames revelaram uma preocupante redução do colesterol bom (HDL) e o aumento do ruim (LDL) e dos níveis de pressão arterial (leia mais no quadro), o que eleva o risco de entupimento dos vasos sanguíneos cerebrais e do coração.

A cardiologista Janieire também identificou uma intensa mudança no ritmo do sistema nervoso simpático, que regula a contração dos vasos, a aceleração dos batimentos cardíacos e a concentração do hormônio noradrenalina no sangue. Essas modificações aumentam o esforço do coração para bombear o sangue. “Há casos em que os músculos e áreas do próprio coração recebiam apenas 40% do sangue necessário”, diz a cardiologista.

A associação dessas alterações aumenta as chances de insuficiência cardíaca precoce. O que os pesquisadores não conseguiram saber é se esses efeitos são reversíveis, com a interrupção do uso. “Não foi possível ter essa resposta porque os voluntários voltavam a tomar as substâncias quando sentiam uma perda de massa muscular”, lamenta Janieire.

O efeito dos anabolizantes sobre o coração e o cérebro é muito mais perigoso do que se suspeitava. Pesquisa recente, coordenada pela cardiologista Janieire Nunes Alves, da Unidade de Reabilitação e Fisiologia do Exercício do Instituto do Coração, em São Paulo, revelou que os usuários dessas substâncias têm cinco vezes mais riscos de sofrer um derrame ou parada cardíaca. E que o uso de anabolizantes pode causar câncer e até levar à morte súbita. Confira, abaixo, a entrevista exclusiva que a especialista concedeu a ISTOÉ Online.

clique na figura para vê-la inteira.
 


 ISTOÉ – Quem participou da sua pesquisa?

Janieire Alves – Homens com idade entre 18 e 40 anos que tomavam essas substâncias havia dois anos. Para achá-los, eu fui a várias academias, especialmente a algumas em que se sabia serem pontos de consumo regular de anabolizantes, para perguntar quem gostaria de participar da pesquisa. Mas foi muito difícil conseguir voluntários. As pessoas têm muito medo de ser expostas. Eles só aceitaram participar com a garantia de sigilo absoluto de seus nomes. Um dos motivos é a sua participação em competições, pois o uso de anabolizantes é ilegal. Consegui 40 pessoas, mas apenas 12 fizeram todos os testes necessários.

ISTOÉ – Os testes de rotina, feitos por atletas, não detectam os anabolizantes?

Janieire Alves – Detectam, mas há vários meios de mascarar esses resultados durante o período de competições. Para fazer nosso estudo, por exemplo, a sensibilidade do teste de urina feito inicialmente para atestar o uso foi aumentada dez vezes. Esses exames foram realizados em parceria com a professora Regina Moreau, no Laboratório de Toxicologia da Faculdade de Farmacologia da USP.

ISTOÉ – Como essas substâncias são ingeridas?

Janieire Alves – Por injeção ou via oral. No grupo estudado, vi que o uso se dá em ciclos. As pessoas tomam por cerca de dois meses, depois param algum tempo e voltam quando sentem que a musculatura começa a diminuir.

ISTOÉ – Algum dos voluntários deixou de tomar anabolizantes depois de conhecer mais sobre os efeitos que essas drogas estavam provocando no organismo?

Janieire Alves – Não. De todas as pessoas que participaram, apenas três aceitaram receber apoio psicológico para não usar mais. Um deles estava com sintomas iniciais de câncer de fígado, que é outro efeito colateral do uso constante dessas drogas.

ISTOÉ – Os anabolizantes causam alguma dependência física ou psicológica?

Janieire Alves – Pude observar que a maioria dos voluntários manifesta um transtorno de imagem conhecido como vigorexia. Por mais musculosos que estejam, eles se vêem pequenos e, por isso, precisam ganhar mais massa muscular. É praticamente o oposto da anorexia, em que a pessoa se julga gorda, ainda que isso não corresponda ao peso apontado pela balança ou à imagem refletida no espelho.

ISTOÉ – Qual é a substância mais consumida?

Janieire Alves – No grupo analisado, o estanozolol. É uma droga injetável, indicada para uso veterinário. Ela é mais consumida por ser mais acessível e de baixo custo. Promove a recuperação da musculatura dos animais. Mas existem dezenas de outras substâncias.

ISTOÉ – A musculatura obtida com anabolizantes é igual a conquistada com muita malhação?

Janieire Alves – Nosso estudo mostrou que o ganho excessivo de musculatura, o aumento do tamanho do músculo cardíaco e alterações de pressão acontecem também com as pessoas que praticam musculação em alta intensidade, ou participam das competições de halterofilismo, porém em magnitude muito inferior àqueles que tomam anabolizantes. Na população estudada por nós, identificamos que há uma piora significativa da irrigação dos tecidos. Em testes para avaliar a capacidade cardíaca e respiratória, vimos que essas pessoas ganham força, mas não têm condicionamento ou resistência equivalentes.

ISTOÉ – Existe uma dose segura de anabolizantes?

Janieire Alves - Os anabolizantes são substâncias análogas à testosterona, fabricada nos testículos. Se ela já existe em quantidade suficiente no organismo, doses adicionais inibirão a produção orgânica (natural). A questão é que as substâncias sintéticas não são aceitas da mesma forma que a testosterona natural por outras glândulas, o que inicia um desequilíbrio na troca de mensagens entre os hormônios que regulam os ritmos do corpo. Em consequência, isso leva aos efeitos indesejáveis. Na minha opinião, não se deve tomar se não existe carência provada em exames laboratoriais. O estudo que fizemos fornece sólido embasamento científico mostrando que, para o sistema cardiovascular, essas substâncias são muito deletérias. Elas agem, por exemplo, sobre a glândula supra-renal, estimulando a maior liberação de noradrenalina, que pode aumentar o risco de desenvolvimento de arritmias cardíacas (alterações do ritmo cardíaco), podendo levar até à morte súbita. 
 
Fonte: ISTO É on line
 
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sábado, 20 de fevereiro de 2010

EXERCÍCIOS EDUCATIVOS NA CORRIDA.

Eles ajudam a melhorar a coordenação, a postura, a eficiência e a economia de energia na execução de seus movimentos na corrida

Sim, você pode correr por diversão, para perder peso, ou pelo simples e puro prazer de praticar um esporte. Porém, quando você entra em uma atividade física como a corrida, independente do motivo, a evolução e o desenvolvimento nas ruas torna-se um objetivo a mais a ser conquistado.

Você já deve ter ouvido que a corrida faz parte de sua vida desde quando você é uma criança. E isso é um fato. Contudo, algumas manias e erros da infância podem continuar com você na hora de dar suas passadas quando adulto, e isso pode prejudicar suas metas. É aí que entram os exercícios educativos.

“Os exercícios educativos, como o próprio nome sugere, são exercícios que educam o corredor, isto é, são capazes, através do olhar clínico do treinador, de detectar possíveis falhas de postura, desequilíbrios e vícios no qual os corredores que apenas praticam a atividade acabam desenvolvendo”, explica Allan Menache, diretor Técnico da Assessoria do Esporte Treinamento Inteligente e treinador do Programa de Capacitação CORE 360° - Treinamento Funcional.

Esses exercícios podem até parecer aqueles que se vê nos treinamentos dos jogadores de futebol, e realmente são. Porém, a contribuição dessas atividades para o atleta de corrida é outra. Com eles, os corredores ganham em força, melhora a postura, a performance e ainda pode sentir a diminuição algumas dores.

“A aplicação destes exercícios minimiza e resolve tais problemas possibilitando ao corredor o aumento da eficiência em seus movimentos, bem como a economia de energia a cada passada, ajudando a prevenir lesões comuns ao esporte e no fim das contas melhorando suas marcas pessoais”, diz Menache, que completa.

“Sua prática regular pode ajudar a aumentar também a performance, já que tornam os movimentos mais automáticos e eficientes, promovendo a economia de energia e eliminando ou diminuindo muito algum vício de uma corrida inadequada o que, na prática, significa menor número de lesões na vida destes esportistas”, conclui o treinador.

Quando educar seu movimento

Depois dessas informações você pode imaginar que tais exercícios lhe tomarão muito tempo, ou até atrapalharão de alguma forma seus treinamentos de velocidade, seus longões etc. Engana-se. Os exercícios educativos são rápidos e fáceis de se praticar, podendo ser encaixados até antes do treino.

“Na minha visão, a melhor maneira de encaixar estes exercícios na rotina de treino do corredor é logo após o aquecimento, entre 5’ e 15’, no início do treino quando o atleta está descansado e apto a receber qualquer estímulo. A frequência de aplicação é bastante individual e está ligada ao nível de condicionamento, fase do treinamento e principalmente quanto o corredor precisa se ´educar´”, diz Allan.

Identificando os erros

Antes de decretar que você está “correndo errado” é importante saber identificar se o erro está, de fato, prejudicando seu rendimento. Isso porque existem erros que devem ser corrigidos e também existem as características individuais de cada atleta.

“O erro só deve ser considerado como tal se causar algum problema ao corredor. Alguns corredores desenvolvem uma forma bem peculiar em sua corrida, que aos olhos de outras pessoas pode ser considerado como erros, mas para ele é extremamente natural”, fala Menache.

Veja abaixo uma lista com os erros mais comuns entre os atletas na hora de correr:

- Atacar o solo,com toques dos pés chapados no chão, diminuindo a capacidade de amortecimento das articulações;

- Tocar o solo nas pontas dos pés o que pode levar a uma lesão no músculo tibial anterior;

- Toque forte com os calcanhares, o que aumenta o impacto e desacelera a corrida;

- Pouca flexão do quadril ou desalinho de uma perna em relação à outra, o que pode causar desequilíbrios no corpo todo;

- Pouca flexão dos joelhos, o que diminui a amplitude das passadas, fazendo com que a mesma distância necessite de muito mais passadas para ser vencida e aumente o impacto repetitivo sobre as articulações;

- Falta de coordenação entre braços e pernas, lembrando que os braços devem sempre estar a favor da movimentação, na amplitude e angulação correta para favorecer o deslocamento a frente e ajudar na economia de energia e eficiência dos movimentos;

- Falta de fortalecimento da região do core, afinal o centro do corpo é o que rege todos os movimentos e um centro fraco com certeza vai prejudicar toda a corrida pela falta de estabilização central.

Lembre-se que cada atleta tem suas peculiaridades na hora de praticar o esporte, por isso, é importante procurar um treinador que saiba apontar os merros e corrigi-los de forma natural

Os exercícios

Confira abaixo alguns exercícios que te ajudarão a melhorar a postura, o rendimento e a prevenir-se de lesões durante a prática do esporte:

Skipping alto/para a frente

Elevação alternada dos joelhos até a altura do abdome, coordenando com os braços, correndo no lugar ou em deslocamento.

Efeito: fortalece os músculos da coxa e trabalha a extensão e impulsão da perna. Trabalha a elevação da perna em 90°.

Skipping para trás ou Anfersen

Com o tronco levemente inclinado a frente, flexionar os joelhos de forma alternada com os calcanhares tocando os glúteos, coordenando a movimentação dos braços, correndo no lugar ou em deslocamento.

Efeito: concentra a força nos calcanhares.

Skipping baixo

Elevação alternada dos joelhos até a altura dos quadris, correndo no lugar.

Efeito: fortalece a panturrilha.

Kick out

Movimento ritmado com as pernas estendidas tocando a ponta dos pés no solo de forma alternada ao movimento dos braços (que permanecem em um angulo de 90º).

Efeito: amplia força e amplitude dos membros inferiores.

Saltitamento

Pequenos saltos contínuos, mantendo um afastamento das pernas na largura do quadril. Saltos curtos sem tocar o caminhar no solo.

Efeito: fortalece a panturrilha e melhora o equilíbrio.

Hopserlauf (passeio no parque)
Corrida alternando saltos com elevação dos joelhos e o consequente trabalho de braços.

Efeito: fortalece os músculos da coxa e melhora a impulsão do atleta durante o salto.

Afundo (ou avanço de progressão)
Quadril relaxado, trabalha dois tempos embaixo, sobe, e repete com a outra perna. Calcanhar na mesma linha dos joelhos. Tronco não ultrapassa os joelhos.

Efeito: fortalece músculos e posteriores de coxa e equilíbrio.

Série de exercícios para seu treinamento

Repetir os movimentos progredindo em extensão por 30 metros a 50 metros. Volte trotando.

Para iniciantes em educativos
- Skipping baixo
- Kick out
- Skipping alto
- Skipping para trás
- Hopserlauf

Fazer uma a duas series de cada exercício

Para acostumados em educativos
- Skipping baixo
- Kick out
- Skipping alto
- Skipping para trás
- Hopserlauf
- Afundo
- Saltitamento

Fonte: O2 por minuto
Por Fausto Fagioli Fonseca
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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

CORRER DESCALÇO SERIA MELHOR QUE CORRER COM TÊNIS


Corrida descalça traz polêmica para as pistas.

Foi uma notícia de impacto, para deixar muita gente com o pé atrás. Um estudo da Universidade de Harvard, divulgado semana passada pela revista “Nature”, sugere que correr descalço pode ser bom para os pés por causa da forma como eles atingem o solo, bem diferente do modo como isso acontece quando a pessoa está calçada. Embora não seja o caso de jogar fora aquele tênis bacana, comprado recentemente, e sair descalço pelas pistas da cidade, a pesquisa reforça a crescente discussão sobre o tema — correr com tênis versus correr descalço — e pode ajudar a colocar uma pedra no sapato da indústria esportiva.

Na pesquisa, a equipe liderada por Daniel Lieberman, professor do Departamento de Biologia Evolutiva da Universidade de Harvard, analisou o desempenho biomecânico de corredores nos Estados Unidos e no Quênia. Os pesquisadores descobriram que, embora as pessoas corram de formas distintas, a maior parte dos que correm descalços tem a tendência de tocar o chão primeiro com a parte central ou a frente do pé, o que Lieberman chama de “pisada frontal”. Já 75% dos corredores que usam tênis pisam primeiro no solo com os seus calcanhares. Os autores do estudo sugerem que esse movimento pode ocasionar lesões.

— O que nos motivou para essa pesquisa, que levou três anos para ser concluída, foi uma pergunta bem simples: “Como os humanos corriam antes dos tênis?” — conta Lieberman. — Para isso, recrutamos, nos EUA, pessoas que correm tanto descalças como usando tênis, e as colocamos numa pista interna, filmando seus movimentos. Na África, fizemos o mesmo, realizando os testes e as gravações em pistas ao ar livre.

Pisada descalça seria mais suave e menos brusca

O estudo indica que pisar com a frente ou a parte central do pé requer mais força na panturrilha e nos músculos dos pés, mas por outro lado oferece também “uma pisada mais suave, menos impactante”.

A evolução, segundo os autores, ajudaria a explicar isso, já que o pé do gênero humano desenvolveu o seu formato característico há quatro milhões de anos, talvez mais, em resposta à caminhada descalça, aprimorando posteriormente sua anatomia por causa da necessidade de correr distâncias maiores, há dois milhões de anos.

— Esse tipo de pisada frontal pode ser considerada mais natural, na medida em que todo mundo (no caso, hominídeos) corria assim há dois milhões de anos — explica o pesquisador. — Verificamos que aqueles que correm descalços sofrem um impacto menor quando tocam o solo. Por isso, nossa hipótese é que esse jeito de correr pode ser bom para as pessoas, estejam elas correndo descalças ou não. É importante ressaltar que esse não é um estudo sobre danos aos pés e que precisaríamos de mais dados para afirmar que correr descalço é melhor do que correr calçado. Mas será interessante acompanhar as próximas pesquisas nesse sentido. É um tema que ainda vai render boas discussões.

Nos EUA, o assunto já tem rendido boas e acaloradas discussões. Parte delas gira em torno do livro “Born to run”, do jornalista e ex-correspondente de guerra Christopher McDougall, lançado ano passado. Após sofrer lesões ao correr, o autor optou por aposentar os tênis e reuniu uma série de histórias e estudos para justificar sua decisão. Segundo os trabalhos citados por McDougall, pelo menos um em cada três corredores sofre anualmente lesões nos pés. Isso ocorreria porque a parte posterior dos calçados esportivos, geralmente elevada para propiciar conforto, altera a pisada do corredor, levando-o a jogar mais peso do que o recomendado sobre o calcanhar. Assim, o tênis enfraqueceria tendões e ligamentos, tornando-os mais suscetíveis a lesões.

— Temos que lembrar que os tênis de corrida, desenhados com a ajuda da bioengenharia, só começaram a aparecer nos anos 70 — ressalta o pesquisador William Jungers, do Departamento de Ciência Anatômica da Universidade Stony Brook, em Nova York. — Eles foram feitos assim para amortecer o calcanhar para o impacto e ajudar a estabilizar a pisada. Pisar com os calcanhares é bastante doloroso e é por isso que os corredores descalços evitam fazê-lo.

De acordo com Jungers, que comentou o estudo para a “Nature”, embora ainda associada a um modismo, a corrida descalça ou com um mínimo de proteção já tem praticantes entusiasmados nos EUA.

— Tanto é que a indústria dos calçados esportivos já começa a responder a isso, como é o caso dos tênis Five Fingers da Vibram. A Nike também está produzindo calçados minimalistas para corredores — diz Jungers.

Tênis é defendido para pessoas acima do peso

Mas a polêmica caminha, lado a lado, com esse tipo de estudo. O pesquisador Rogerio Teixeira da Silva, mestre e doutor em Ortopedia e Medicina Esportiva pela Unifesp, por exemplo, critica a metodologia do trabalho de Harvard.

— Acho que a metodologia desse trabalho é discutível. Teria que ser estudado um número bem maior de pessoas. Além do mais, é um trabalho de biomecânica, não um estudo clínico. Falta, ainda, a média de peso dos atletas. O biotipo do queniano é diferente do americano. São coisas que podem influenciar os resultados. Dessa forma, não vejo como incorporar isso no dia a dia.

Embora ressalte que a corrida descalça possa tornar a circulação de sangue mais eficiente e seja “de fato, mais natural”, o coordenador do Centro de Estudos em Medicina da Atividade Física e do Esporte (Cemafe), Turíbio Leite, ressalta que a prática não é para todos.

— Acredito que o correr descalço resgate alguma coisa natural, desde que, evidentemente, exista um solo favorável onde a pessoa vai pisar. Mas é diferente e mais complexo pensar nisso nos dias atuais e na vida urbana. Muita gente começa a correr porque está com excesso de peso. Se ela for correr sem um tênis apropriado, capaz de amortecer o seu peso, ela vai ter prejuízo com isso.

Não alheio à polêmica, Daniel Lieberman concorda que correr descalço não é para qualquer um.

— E quem quiser fazer a transição, deve fazê-lo com muito cuidado. Mas no final são os corredores que decidem a melhor forma para se exercitar e se divertir. Ainda há muito o que aprender sobre isso.

Fonte: Jornal O Globo
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

AS SETE DIMENSÕES DO WELLNESS


O Wellness é uma filosofia de vida que abrange sete dimensões: Físico, emocional, social, ambiental, Intelectual, espiritual e ocupacional.

O Wellness requer o contrapeso. Cada dimensão é igual a um raio em uma roda, busca-se atitudes equilibradas para o wellness crescer equivalentemente em cada dimensão, não apenas em uma, de modo que a roda role lisamente.

- O wellness físico ajuda determinar a longevidade e a qualidade de vida. Requer a atividade física regular, comer bem, fazendo decisões responsáveis e começando checkups médicos regulares para impedir o acometimento por doenças.


- A dimensão social enfatiza a relação interpessoal, e a busca da harmonia em família e na comunidade. A habilidade de comunicação e estabelecer uma capacidade de experimentar na intimidade e identificar uma rede de sustentação de amigos e da família ajudam a reforçar a dimensão do wellness interpersonal e social.


- A dimensão ocupacional envolve investir o tempo nas áreas que trarão satisfação e o enriquecimento pessoal. habilidades e talentos ajudarão a desenvolver o wellness ocupacional.


- O wellness espiritual é um jogo dos valores e opiniões que dão o significado ou a finalidade à vida. Ajuda a enfrentar as épocas difíceis e pode ser praticada na arte, na meditação e na boa prática da religião.

- As qualidades do wellness emocional incluem a aceitação própria, o auto controle, bons relacionamentos e a habilidade de compartilhar sentimentos.

- O componente intelectual do wellness envolve uma capacidade pensar crìticamente, abrir a mente à idéias novas, a creatividade, o sentido de humor e a curiosidade.

- O wellness ambiental requer a aprendizagem e a pratica de atitudes que protejam o meio ambiente, e fazer o possível para ajudar a reduzir ou eliminar aqueles perigos ambientais contra si mesmo.

O Wellness é subjetivo. Cada um de nós percebe o wellness diferentemente. Para alguém pode significar habilidades melhores de comunicação, para outros pode ser aqueles quilos extra que ao perder estimula a auto estima e a auto confiança, ou ainda, fazer novos amigos aumentando sua rede de relacionamentos faz sentir-se bem, conseguir um bom emprego, sucesso profissional e a adesão a um bom programa de exercicios contribui para o componente físico do wellness.

Por fim , o wellness parte de uma mudança de comportamento, é fazer opções e tomar atitudes saudáveis em busca da satisfação pessoal e um equilibrio das 7 grande areás da vida do ser humano. O wellness não deve ser confundido com a qualidade de vida ou a saúde, é algo muito maior.

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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Equilibrium lança Academia Escola

O projeto visa a capacitação de profissionais da área da saúde.
Não importa a idade. Crianças, jovens, adultos, idosos, todos devem ter compromisso com seu bem estar físico e mental. Com essa proposta de olhar o ser humano como um todo e incentivá-lo a adotar um comportamento responsável com sua saúde, que a equilibrium lançou este ano a Academia Escola, um centro de treinamento e capacitação voltado para toda sua equipe de profissionais, onde a alta qualidade da informação transmitida será transformada em conhecimento e resultado.
texto extraído de publicidade em O Liberal 07/02/2010.
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